Fórum Ecosystems 2030 encerra com foco na revolução da Inteligência Artificial

La Coruña (EFE).- O fórum tecnológico internacional Ecosystems 2030 concluiu neste sábado sua quinta edição, que teve como eixo a revolução da Inteligência Artificial e seus desafios para o futuro.

Cerca de mil participantes compareceram ao evento, com 50 especialistas internacionais como palestrantes, no Palácio de Exposições e Congressos (Palexco) de La Coruña e na Afundación.

O objetivo do Ecosystems 2030 é estabelecer as bases do futuro, com foco nos avanços tecnológicos e nas grandes inovações que eles oferecem, para o que foram realizados dois dias de trabalho com múltiplas atividades e intervenções.

O presidente executivo do Ecosystems 2030, Omar Hatamleh, manifestou sua aposta em “mudar a mentalidade” para enfrentar os desafios da Inteligência Artificial, que tem e terá impacto em todos os contextos da vida: do trabalho à medicina ou às finanças.

A diretora sênior de Estratégia de Pesquisa em Inteligência Artificial do Google, Pilar Manchón, defendeu que o principal desafio na IA está ligado à adição de valores humanos aos modelos, para o qual é um desafio defini-los e medi-los.

Trata-se de uma tecnologia com capacidade para “mudar tudo”, na qual ela agora vê “incerteza, que é parte da inovação e que gera certo medo, certa insegurança”. “Mas a realidade é que temos o controle, somos os arquitetos do nosso futuro”, continuou.

A vice-presidente executiva e diretora de dados da Mastercard, JoAnn Stonier, defendeu que “é preciso se adaptar à IA em todas as indústrias”, ao mesmo tempo em que anunciou que “os assistentes virtuais serão mais comuns nos negócios” nos próximos anos.

A presidente da divisão PS Commercial Systems da HP, Guayente Sanmartin, revelou que os trabalhadores que usam Inteligência Artificial em seu dia a dia estão “mais satisfeitos”.

O vice-presidente sênior e diretor de robótica móvel da All3, Giuseppe Napo Montano, apresentou, no âmbito do Ecosystems 2030, o robô Mantis – um drone – que busca revolucionar a construção e reduzir prazos, como uma possível solução para enfrentar o desafio da moradia.

Para a prefeita de La Coruña, Inés Rey, a IA “é uma realidade que nos interpela como pessoas, instituições e sociedade, uma transformação sem precedentes”.

O secretário de Educação do governo da Galícia, Román Rodríguez, expôs que o Ecosystems 2030 ajuda a “Galícia a se colocar no mapa da tecnologia” em um momento de “profunda mudança”.

Esta edição do Ecosystems 2030 incorporou como novidade uma atividade paralela, organizada com a colaboração da Axencia Galega de Innovación (GAIN) da Comunidade Autônoma da Galicia e da Afundación Obra Social Abanca, na qual várias startups galegas apresentaram seus projetos a investidores internacionais.

Entre eles, estavam uma Inteligência Artificial para idosos, uma série de satélites de órbita muito baixa сom missões infinitas, agricultura do futuro, visão de drones com Inteligência Artificial e moléculas que permitem levar material genético a locais específicos do corpo humano para tratar doenças.

O Ecosystems 2030 encerrou assim sua quinta edição, a quarta consecutiva em La Coruña, que se tornou sua sede permanente, após a estreia em Granada. EFE