Jerusalém (EFE).- Pelo menos 112 pessoas morreram na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, elevando para 27.131 o total de mortos em 119 dias de ofensiva militar de Israel, além dos cerca de 8.000 corpos que permanecem sob os escombros.
“O número de vítimas da agressão israelense aumentou para 27.131 mártires e 66.287 feridos desde 7 de outubro”, informou nesta sexta-feira o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, em um comunicado que dava conta de 13 novos ataques no último dia.
A ofensiva militar israelense continua por toda a Faixa, enquanto aos poucos se expande em direção à região sul de Rafah, na fronteira com o Egito, onde mais de um milhão de deslocados vivem em condições de superlotação.
Pelo menos quatro civis morreram na periferia oriental de Rafah durante um ataque aéreo, segundo informou hoje a agência oficial de notícias palestina “Wafa”.
Além disso, na zona sul de Khan Younis, a agência também relatou uma morte e dezenas de feridos após um ataque aéreo contra a escola Al Amal, onde pessoas deslocadas se refugiavam, e outras 13 pessoas feridas após um bombardeio israelense contra um casa perto da sede do serviço médico local do Crescente Vermelho palestino.
Cerca de 30 mil deslocados que vivem em escolas perto do Hospital Al Nasser, também no sul, e outros abrigados no próprio Hospital Al Amal, sofrem com a falta de água, alimentos, medicamentos e papinhas para bebês, segundo fontes médicas.
Ontem à noite, equipes médicas enterraram os corpos de cinco pessoas no pátio do Al Amal, devido à impossibilidade de sair do centro por conta dos contínuos bombardeios e do cerco militar, o que aumenta para 15 o número de sepultamentos no hospital nas últimas duas semanas, segundo denunciou o Crescente Vermelho palestino. EFE