Jerusalém (EFE).- Pelo menos 123 pessoas morreram nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza no marco da ofensiva desencadeada por Israel, que já dura 124 dias e totaliza 27.708 mortes, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas.
“A ocupação israelense cometeu 16 massacres contra famílias na Faixa de Gaza, resultando em 123 mártires e 169 feridos durante as últimas 24 horas”, disse o porta-voz do ministério, Ashraf Al Qedra, em um comunicado que também cifrou o número total de feridos em 67.147.
Além disso, Al Qedra declarou que há 11 mil feridos e doentes com necessidade urgente de deixar o enclave palestino para receber tratamento, uma vez que os hospitais, especialmente no norte de Gaza, continuam a funcionar em níveis mínimos e parciais.
“Precisamos de suprimentos médicos, combustível e do retorno do pessoal médico do sul para continuar o seu trabalho”, apelou o porta-voz.
Os combates concentram-se no sul da Faixa, especialmente em Khan Younis e na zona de Rafah, na fronteira com o Egito, onde o Exército israelense reportou hoje a morte de dezenas de milicianos, enquanto fontes médicas locais denunciaram a morte de dezenas de civis.
Entre eles, pelo menos 12 civis morreram hoje em decorrência de um bombardeio em Rafah, segundo a agência de notícias palestina “Wafa”, enquanto no norte desta cidade, uma mulher e a sua filha morreram em um ataque israelense contra uma casa no bairro de Al-Zuhur.
Ao mesmo tempo, soldados das Forças de Defesa israelenses realizaram ataques seletivos em Khan Younis, onde alegaram em comunicado ter matado milicianos e localizado fuzis AK-47, granadas, dispositivos explosivos e bocas de túneis. EFE