O campo de refugiados de Khan Yunis, em Gaza, após um ataque israelense nesta terça-feira. EFE/HAITHAM IMAD

Total de mortos na Faixa de Gaza passa de 30.600; número de feridos supera 72.000

Jerusalém (EFE).- O número total de mortos na guerra que Israel mantém na Faixa de Gaza desde o fatídico 7 de outubro aumentou nesta terça-feira para 30.631, além dos 72.043 feridos e cerca de 8.000 corpos que se estima permanecerem sob os escombros, segundo dados do Ministério da Saúde do enclave palestino, controlado pelo Hamas.

“A ocupação israelense realizou 10 massacres contra famílias na Faixa de Gaza, deixando 97 mártires e 123 feridos durante as últimas 24 horas”, informou o porta-voz da pasta de Saúde do enclave, Ashraf Al Qudra.

Pelo menos 34 civis foram mortos em ataques aéreos contra casas de famílias na Cidade de Gaza, no norte, e em Khan Younis, no sul, informaram hoje fontes do Complexo Médico Al Shifa e do Hospital Europeu de Gaza.

“Nove pessoas foram mortas (em Al Shifa), enquanto o Hospital Europeu em Gaza disse que os ataques aéreos israelenses mataram 25 civis em Khan Younis, 17 deles no bombardeio contra a casa da família Al Faqawi”, detalhou a agência de notícias palestina “Wafa”.

Os aviões e a artilharia israelenses também intensificaram os bombardeios na zona de Hamad, ao norte da cidade de Khan Younis, onde fontes militares de Israel afirmaram hoje em um comunicado terem detido dezenas de milicianos do Hamas e da Jihad Islâmica.

“Durante o último dia, as tropas detiveram dezenas de terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica escondidos entre a população civil que tentava fugir da área”, destaca o texto, que especifica que o Exército também localizou armas e ajudou na evacuação de civis da zona de combate.

A “Wafa” também relatou recentes bombardeios em áreas ocidentais do bairro de Zaytun, ao sul da Cidade de Gaza, apesar de o Exército ter relatado ontem o fim de uma operação militar de duas semanas naquele local, durante a qual teriam matado uma centena de supostos combatentes e destruído cerca de 30 “alvos terroristas”. EFE