Deir Al Balah. EFE/Arquivo/MOHAMMED SABER

Mortes na Faixa de Gaza ultrapassam as 32,4 mil com 81 vítimas no último dia

Jerusalém (EFE).- Os bombardeios israelenses deixaram nas últimas 24 horas ao menos 81 mortos na Faixa de Gaza, elevando o total desde o início da guerra para 32.414, segundo a contagem do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.

De acordo com a pasta, 72% das vítimas são mulheres e crianças, enquanto os feridos em quase seis meses de guerra sobem para 74.787, após os 93 no último dia.

Durante a manhã desta terça-feira, o ministério de Gaza também informou a morte de ao menos outros 18 palestinos após o lançamento de ajuda humanitária por via aérea que pousaram “incorretamente” no mar, causando afogamento de 12 deles e outros seis por asfixia devido a uma debandada na costa.

Não é a primeira vez que o lançamento de pacotes por via aérea ceifou a vida de civis de Gaza, já que no último dia, cinco morreram e vários ficaram feridos pelo impacto de paletes de ajuda humanitária após os paraquedas não abrirem na cidade de Gaza.

Por sua vez, a agência de notícias oficial palestina “Wafa” informou a morte de 30 palestinos após um bombardeio israelense contra uma casa de família perto do complexo médico Al Shifa, onde o cerco israelense continua pelo nono dia consecutivo.

O Exército de Israel, no entanto, insiste que suas operações militares dentro do complexo médico não são dirigidas contra “pacientes, pessoal médico e civis”, e afirma ter matado cerca de 170 “terroristas” e interrogado aproximadamente 800 suspeitos, dos quais mais de 480 seriam ser afiliados do Hamas e da Jihad Islâmica.

As tropas israelenses também mantiveram cercado desde o último domingo o hospital Al Amal, em Khan Yunis, que estava fora de serviço na noite passada após a ordem de evacuação de todo seu pessoal.

Em Rafah, no extremo sul do enclave onde há 1,4 milhão de pessoas aglomeradas, as bombas israelenses também seguem impactando, segundo a Wafa, enquanto a comunidade internacional e os civis temem que o anunciado ataque à cidade por parte das tropas israelenses chegue a qualquer momento.

“Vários cidadãos ficaram feridos após um bombardeio de artilharia no bairro de Al-Nasr, a noroeste de Rafah”, acrescentou a agência palestina.

O ministério de Gaza lembra que os números não refletem a realidade total do enclave, pois estimam que existam ao menos 7 mil pessoas debaixo dos escombros, onde as equipes de resgate e as ambulâncias não conseguem chegar devido à intensidade dos bombardeios ou porque não conseguem localizá-las devido à cobertura instável. EFE