Jerusalém (EFE).- Os ataques de Israel contra a Faixa de Gaza das últimas horas fizeram subir o total de mortos para 32.845, enquanto o número de feridos desde o início da guerra chegou a 75.392, segundo dados publicados nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas.
“A ocupação israelense cometeu seis massacres contra famílias na Faixa de Gaza, deixando 63 mortos e 94 feridos em hospitais durante as últimas 24 horas”, disse a pasta de Saúde de Gaza em um comunicado no 178º dia de guerra.
Estes números de mortos não incluem os mais de 7.000 corpos que as autoridades locais estimam que ainda estejam sob os escombros, dada a impossibilidade de ambulâncias e equipes de Defesa Civil chegarem até eles.
Ontem à noite, aviões de guerra israelenses bombardearam um veículo no campo de Nuseirat, no centro do enclave palestino, deixando pelo menos dois civis mortos e vários feridos, segundo relatou a agência de notícias palestina “Wafa”.
Na madrugada desta segunda-feira, o Exército israelense confirmou sua retirada do hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, que ficou totalmente fora de serviço após a destruição causada pelas tropas, segundo denunciou hoje o diretor do complexo médico, Marwan Abu Saada.
Já a Defesa Civil da Faixa de Gaza informou nesta segunda-feira que, após a saída das tropas israelenses do hospital Al Shifa, encontrou corpos com sinais de terem sido executados, outros queimados e também em estado de decomposição.
A contagem de vítimas mortais em torno do hospital pode demorar dias, uma vez que as tropas israelenses abriram estradas e enterraram alguns dos corpos no seu interior, segundo a Defesa Civil.
O Exército israelense afirma que esta operação foi uma das mais exitosas, uma vez que, em 15 dias, conseguiu matar mais de 200 supostos combatentes e identificar pelo menos 500 membros do Hamas e da Jihad Islâmica. EFE