Jerusalém (EFE).- Pelo menos 54 palestinos morreram na Faixa de Gaza nas últimas 24 horas, elevando o total de mortos desde o início da guerra para 33.091, segundo a última contagem do Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo Hamas.
Em 182 dias de guerra, 75.750 pessoas ficaram feridas, depois de se somar as 82 do último dia, de acordo com a pasta de Saúde de Gaza, que estima em mais de 7.000 o número de corpos desaparecidos sob os escombros.
Do número de mortos, mais de 73% são mulheres e crianças, com mais de 14.500 menores falecidos, tornando esta guerra a mais mortal para crianças em anos.
A agência de notícias oficial palestina “Wafa” relatou hoje ataques de artilharia em grandes partes da província de Khan Younis, bem como na parte oriental da cidade de Rafah, no sul da Faixa.
Dentro da cidade de Khan Younis, onde os combates não param há quatro meses, Israel bombardeou vários bairros no oeste e no sul da cidade, causando a destruição de várias casas, segundo a agência.
Por sua parte, o Exército israelense informou nesta sexta-feira que continua operando na área de Khan Younis para desmantelar as capacidades militares do Hamas e garantiu que eliminou várias “células terroristas”.
Além disso, um violento ataque aéreo atingiu as proximidades da cidade de Sheikh Zayed, no norte de Gaza, enquanto várias áreas da província central da Faixa ficaram sob fogo de artilharia israelense, incluindo o campo de refugiados de Maghazi, que também foi alvo de bombardeamentos.
Israel também afirmou hoje ter atacado durante a noite vários locais de lançamento no norte do enclave, de onde foram disparados ontem foguetes contra as cidades de Ashkelon e Sderot, bem como o kibutz Kfar Aza, que foram reivindicados pela Jihad Islâmica. EFE