Khan Yunis. EFE/HAITHAM IMAD

Número de mortes em Gaza aumenta para 34.622, após o registro de 26 novas vítimas

Jerusalém (EFE).- O número de mortos na Faixa de Gaza por causa da ofensiva de Israel subiu para 34.622, depois que hospitais da região relataram a morte de 26 pessoas nas últimas horas, informou nesta sexta-feira o Ministério da Saúde do território, controlado pelo grupo islâmico palestino Hamas.

“A ocupação israelense cometeu três massacres contra famílias na Faixa de Gaza, deixando 25 mortos e 51 feridos, durante as últimas 24 horas”, declarou o ministério em breve comunicado, no qual lembrou que há inúmeros corpos sob os escombros e em regiões inacessíveis aos serviços de emergência, devido aos ataques das Forças de Defesa de Israel.

Além disso, o ministério afirmou que, nos 210 dias da ofensiva militar israelense, 77.867 pessoas ficaram feridas.

A agência de notícias palestina “Wafa” informou que ao menos seis palestinos foram mortos durante a noite, incluindo quatro crianças, em um ataque aéreo israelense a um prédio residencial na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, último refúgio para os deslocados do norte do território.

Fontes locais disseram à Wafa que os aviões de guerra israelenses bombardearam um prédio residencial em Rafah, resultando na morte de seis civis, quatro crianças e dois adultos. Além disso, um número desconhecido de pessoas ficou ferido.

Nove outros civis foram feridos no centro do enclave após um ataque israelense ao campo de refugiados de Bureij, de acordo com fontes palestinas, que não informaram quantos ficaram feridos.

Nenhum conflito causou um nível de destruição semelhante ao de Gaza desde a Segunda Guerra Mundial, de acordo com as Nações Unidas.

“Não vimos nada parecido desde 1945”, disse ontem Abdallah Al Dardari, diretor do escritório regional do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para os países árabes. “Tal intensidade, em um período tão curto e a escala maciça de destruição”, acrescentou.

Mais de 70% de todas as casas do território foram destruídas, lamentou o funcionário da ONU, dizendo que cerca de 37 milhões de toneladas de entulho precisarão ser removidas. EFE