Buenos Aires (EFE).- O presidente da Argentina, Javier Milei, não participará da cúpula de presidentes do Mercosul, a primeira do seu mandato, que será realizada em Assunção na próxima segunda-feira, 8 de julho, segundo fontes oficiais confirmaram à Agência EFE.
A capital paraguaia sediará a cúpula semestral do Mercosul, na qual a presidência temporária será entregue ao Uruguai. Milei era esperado na cúpula, juntamente com os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, do Paraguai, Santiago Peña, e do Uruguai, Luis Lacalle Pou.
O mandatário argentino está em conflito com Lula e se recusou a pedir desculpas, como o brasileiro gostaria, após tê-lo chamado de “corrupto” e “comunista”.
Milei – que é próximo ao ex-presidente Jair Bolsonaro – teve apenas um breve contato com Lula em 14 de junho, na cúpula do G7 na Itália, e os dois líderes ainda não se reuniram bilateralmente.
A ministra das Relações Exteriores da Argentina, Diana Mondino, assumirá o lugar de Milei na cúpula do Mercosul, explicou o porta-voz da presidência, Manuel Adorni, em entrevista coletiva na Casa Rosada.
“O presidente (Milei), por questões de agenda, não participará da cúpula do Mercosul, como havia planejado há alguns dias”, explicou Adorni, acrescentando que o presidente argentino tinha até planejado viajar “diretamente” para a província argentina de Tucumán após a cúpula.
“Entendemos que havia uma sobrecarga na agenda”, disse Adorni.
Milei solicitou a assinatura, em 9 de julho, em Tucumán, do “Pacto de Maio”, que inclui dez pontos-chave destinados a reformar várias áreas da economia e da política argentinas.
Esse pacto foi originalmente convocado para 25 de maio, mas foi transferido para julho para coincidir com o Dia da Independência.
O pacto inclui a participação de várias autoridades políticas, governadores, ex-presidentes, empresários e trabalhadores, com o objetivo de chegar a um consenso nacional que possibilitará a implementação dessas reformas e a melhoria da situação econômica e social do país. EFE