Jerusalém (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acredita que a guerra em Gaza se aproxima da “fase final da eliminação” do Hamas, segundo afirmou no domingo em um encontro que manteve com alunos da Escola de Segurança em seu gabinete e cujo conteúdo foi conhecido nesta segunda-feira através de um comunicado.
“Estamos caminhando para a fase final da eliminação do Exército terrorista do Hamas”, disse Netanyahu. “Voltei ontem de uma visita à Divisão de Gaza e vi ali as grandes conquistas dos combates que estão decorrendo em Rafah”, acrescentou o mandatário israelense, que incentivou os estudantes a continuarem treinando para ocuparem futuros cargos importantes no sistema de segurança israelense.
Da mesma forma, destacou que graças ao “espírito de luta dos comandantes” alcançarão os três objetivos principais desta guerra: o regresso dos reféns, a eliminação das capacidades militares e governamentais do Hamas e garantir que Gaza deixe de ser uma ameaça a Israel.
“Também conseguiremos devolver com segurança os nossos residentes do sul e do norte às suas casas”, acrescentou.
Netanyahu repete este discurso há quase nove meses, mas a sociedade israelense tem cada vez menos confiança de que é possível alcançar estes três objetivos, especialmente os familiares dos mais de 100 reféns que ainda estão detidos na Faixa pelas milícias, enquanto as negociações de trégua congelaram novamente.
Por outro lado, os mais de 60 mil evacuados das comunidades do norte não têm muita esperança de poder regressar às suas casas a curto prazo, uma vez que a troca de tiros entre Israel e Hezbollah no norte do país se agravou e agora poderia levar a uma guerra total.
As últimas pesquisas da imprensa israelense refletem também o declínio da popularidade de Netanyahu, que está sendo pressionado por parte da sociedade israelense a renunciar e a não concorrer novamente à reeleição.
A ofensiva israelense em Gaza já deixou 37,9 mil mortos, a maioria mulheres e crianças, e 87.060 feridos, além de 10 mil corpos ainda sob os escombros. EFE