Jerusalém (EFE).- Pelo menos 54 pessoas morreram e outras 95 ficaram feridas nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, enquanto o Exército de Israel continua sua ofensiva militar por terra, ar e mar no devastado enclave palestino, onde a situação humanitária piora a cada dia.
“A ocupação israelense cometeu três massacres contra famílias na Faixa de Gaza”, elevando o total de vítimas para 38.848 mortos e 89.459 feridos desde o início da guerra, em 7 de outubro, há 286 dias, informou nesta quinta-feira o Ministério da Saúde do enclave, controlado pelo grupo islâmico Hamas.
A estes números se somam as milhares de pessoas desaparecidas que ainda estão presas sob os escombros ou outros pontos onde as ambulâncias não conseguiram chegar, bem como 1,9 milhão de pessoas deslocadas – quase toda a população de Gaza – que sobrevivem em meio a uma fome crescente, escassez de água e medicamentos e colapso de hospitais.
Nesta quinta-feira, cinco palestinos morreram, quatro crianças estão desaparecidas e um número desconhecido de pessoas ficaram feridas após um bombardeio do Exército israelense contra uma casa de família no campo de refugiados de Bureij, no centro da Faixa, segundo relatou a agência de notícias oficial “Wafa”.
Perto dali, na cidade de Deir al Balah – designada há poucos dias por Israel como um local seguro para pessoas deslocadas da Cidade de Gaza –, três pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas em outro bombardeio, acrescentou a agência.
Também no centro da Faixa, mas no campo de refugiados de Nuseirat, equipes de ambulâncias transportaram sete pessoas feridas, incluindo crianças e uma mulher, para o Hospital Al Awda, depois de as forças israelenses terem bombardeado um apartamento residencial.
Além disso, as tropas de artilharia israelenses atacaram casas ao leste da cidade de Khan Younis, bem como na cidade de Rafah, no extremo sul do enclave, disse a “Wafa”.
Por sua vez, o Exército confirmou sua ofensiva em Rafah e garantiu que no último dia localizou vários túneis e matou vários milicianos.
A incursão israelense nesta cidade fronteiriça com o Egito já se prolonga por dois meses, apesar da presença de dezenas de milhares de pessoas deslocadas de guerra que não têm onde se refugiar.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) informou nesta quinta-feira que seu hospital de campanha em Rafah está funcionando quase no limite da sua capacidade, depois de terem sido internados ali muitos dos feridos no recente ataque israelense contra a zona humanitária de Al Mawasi.
No sábado passado, Israel atacou aquela zona com o objetivo de matar Mohammed Deif, comandante das Brigadas Al Qassam, o braço armado do Hamas. Sua morte não foi confirmada, mas 90 pessoas morreram no ataque e outras 300 ficaram feridas. EFE