Baku (EFE) – O avião de passageiros operado pela companhia Azerbaijan Airlines (AZAL) e fabricado pela Embraer cuja queda ocorrida ontem, no Cazaquistão, causou a morte de 38 pessoas foi atingido por um míssil antiaéreo russo, disseram duas fontes do governo azerbaijano à Agência EFE nesta quinta-feira, sob condição de anonimato.
De acordo com as fontes, a aeronave, que havia decolado em Baku, no Azerbaijão, foi atingida por estilhaços de um míssil terra-ar quando estava no espaço aéreo da cidade de Grozny, na Rússia, onde pousaria.
Elas também afirmaram que autoridades locais não permitiram o pouso de emergência solicitado pelos pilotos do avião, modelo E190 da Embraer, em aeroportos russos e o desviaram em direção à cidade de Aktau, no Cazaquistão, tendo que sobrevoar as águas do Mar Cáspio.
De acordo com a agência de notícias “Caliber.Az”, o míssil usado contra o avião foi um Pantsir-S.
A agência informou, ainda, que fontes da Rússia reconheceram que as defesas antiaéreas do país estavam tentando abater drones ucranianos nos céus da república russa da Chechênia, cuja capital é Grozny.
Mais cedo, o governo russo pediu que não sejam tiradas conclusões precipitadas sobre a causa da queda do avião da companhia AZAL, ao comentar as suspeitas de que a aeronave pode ter sido atacada.
As primeiras possíveis causas cogitadas sobre o desastre aéreo foram a colisão da aeronave com um bando de pássaros e a explosão de um balão de oxigênio a bordo.
Porém, começaram a se espalhar em redes sociais imagens da fuselagem do avião que mostrariam impactos de estilhaços.
Das 67 pessoas a bordo, 38 morreram e 29 ficaram feridas, algumas delas em estado grave, de acordo com fontes oficiais.
A AZAL anunciou ontem a suspensão de todos os voos para as cidades russas de Grozny e Makhachkala até que as causas da tragédia sejam esclarecidas.
Segundo o governo do Cazaquistão, peritos brasileiros se juntarão amanhã a especialistas do país e do Azerbaijão para participar da investigação do desastre aéreo. EFE