Jerusalém (EFE).- O total de mortos na Faixa de Gaza após um ano e meio de guerra ultrapassou 51.300 nesta quarta-feira, após serem contabilizadas as vítimas dos bombardeios lançados por Israel nas últimas 24 horas, segundo informaram as autoridades de saúde locais.
Ao longo da terça-feira, Israel matou pelo menos 38 pessoas e feriu outras 100, de acordo com a contagem de hospitais publicada diariamente pelo Ministério da Saúde do enclave governado pelo Hamas.
As equipes de resgate também recuperaram o corpo de uma pessoa que havia sido soterrada sob os escombros.
No total, 51.305 pessoas morreram e mais de 117.000 ficaram feridas desde o início da ofensiva israelense contra Gaza, após os ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 mortos em Israel.
Do total de mortos em Gaza, pelo menos 1.928 morreram desde que Israel decidiu retomar seus ataques ao enclave em 18 de março, encerrando unilateralmente o cessar-fogo que estava em vigor desde janeiro.
Na quarta-feira, o ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, afirmou que o governo “não tem o direito de existir” a menos que Israel ocupe a Faixa de Gaza e estabeleça um governo militar no enclave, no que a imprensa interpretou como uma ameaça à estabilidade da coalizão governante.
“O primeiro-ministro tem a responsabilidade final: lançar uma campanha para derrotar o Hamas, ocupar Gaza e implementar um governo militar temporário até que outra solução seja encontrada, recuperar os reféns e implementar o plano do (presidente dos Estados Unidos, Donald) Trump, ou esta administração não terá o direito de existir”, advertiu Smotrich em um comunicado. EFE