Jerusalém (EFE).- O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu nesta quinta-feira que continuará lutando contra “inimigos comuns” ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que ambos “expandirão rapidamente o círculo de paz” no Oriente Médio, após a colaboração entre os dois países na recente guerra contra o Irã.
“Obrigado, presidente Trump, por seu comovente apoio a mim e seu tremendo apoio a Israel e ao povo judeu. Continuaremos trabalhando juntos para derrotar nossos inimigos comuns, libertar nossos reféns e expandir rapidamente o círculo de paz”, escreveu o premiê israelense na rede social X.
Os comentários de Netanyahu são uma resposta a uma mensagem do magnata na Truth Social, sua plataforma de mídia social própria, na qual destacou que o premiê é “talvez o maior guerreiro da história de Israel”, elogiando seu papel na guerra contra o Irã.
Na mensagem, Trump pediu o fim da “caça às bruxas” contra Netanyahu, referindo-se ao julgamento por três acusações de corrupção que enfrenta há meses, e recomendou que esses processos fossem anulados.
A emissora israelense “Canal 12” noticiou que o próprio Netanyahu solicitou nesta quinta-feira o adiamento por duas semanas de seu depoimento no julgamento, alegando motivos de segurança nacional.
As declarações sobre a expansão de um “círculo de paz” ocorrem em um momento de incerteza na região, após Israel e Irã concordarem com um cessar-fogo (proposto por Trump e coordenado com o Catar), cujos termos ainda são desconhecidos.
Desde então, o magnata americano tem defendido a paz regional: “PARABÉNS MUNDO, É HORA DA PAZ!”, escreveu Trump na Truth Social após o acordo sobre a trégua.
Dias antes, os Estados Unidos haviam se juntado à guerra bombardeando as principais usinas nucleares iranianas de Natanz, Isfahan e a fortemente protegida Fordow.
O enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff, afirmou em entrevista à emissora “CNBC” que “grandes anúncios” poderiam ser feitos em breve sobre os Acordos de Abraão, promovidos pelo primeiro governo Trump para normalizar as relações entre Israel e outros Estados árabes (até agora Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Marrocos).
Além disso, em 24 de junho, o conselheiro de Segurança Nacional de Israel, Tzachi Hanegbi, afirmou que seu país estava em negociações com a Síria na tentativa de normalizar as relações com o país vizinho.
Israel ocupou as Colinas de Golã sírias em 1967 e, desde a queda de Bashar al Assad, a zona desmilitarizada que existia entre os dois países (que é território sírio). EFE