Moscou (EFE).- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu nesta sexta-feira à comunidade internacional que adote uma “atitude mais responsável” em relação aos agressores e incitadores de guerra.
“O Conselho de Segurança da ONU e a Agência Internacional Energia Atômica (AIEA) devem adotar uma abordagem mais responsável em relação aos agressores e incitadores de guerras”, disse Pezeshkian em uma mensagem de vídeo, transmitida durante a cúpula da União Econômica Eurasiática em Minsk.
O mandatário iraniano agradeceu a todos os países que condenaram as ações de Israel e dos Estados Unidos contra seu país.
De acordo com ele, a cúpula “oferece uma excelente oportunidade para transmitir ao mundo inteiro” a posição coletiva dos países que se opõem à política de agressão no Oriente Médio.
Pezeshkian insistiu que “a política de apaziguamento em face das violações sistemáticas dos direitos humanos por parte de Israel” deve ser rejeitada.
O presidente, cujo país tem status de observador na União Econômica Eurasiática, lembrou que os ataques de Israel, aos quais os EUA se juntaram posteriormente, começaram durante as negociações indiretas entre Teerã e Washington sobre o programa nuclear do Irã.
“Os ataques dos EUA e do regime sionista contra instalações nucleares pacíficas no Irã, que estavam sob o controle total da AIEA, constituem uma grave violação de todas as normas internacionais e representam um golpe irreparável no regime de não proliferação nuclear por um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU”, analisou.
Pezeshkian destacou que a resposta de Teerã aos ataques israelenses tornou possível evitar uma guerra em grande escala no Oriente Médio.
“Se a agressão do regime sionista tivesse ficado sem resposta, ela poderia ter levado a uma guerra em grande escala e sem controle na região”, enfatizou.
Com relação à cooperação de Teerã com a União Econômica Eurasiática, o presidente iraniano observou que essa é uma “oportunidade sem precedentes” para todas as partes envolvidas.
“Por meio da cooperação e da confiança mútua, podemos construir um modelo bem-sucedido de integração regional e transformar essa oportunidade histórica em um ponto de virada para o crescimento conjunto”, enfatizou o presidente iraniano, referindo-se ao acordo de livre-comércio entre seu país e a União Econômica Eurasiática, que entrou em vigor em 15 de maio.
Atualmente, o grupo econômico tem cinco membros permanentes (Rússia, Belarus, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão) e quatro países observadores (Moldávia, Uzbequistão, Cuba e Irã), que juntos representam um quinto da população mundial. EFE