EFE/Arquivo/HAITHAM IMAD

Gaza denuncia que Israel atacou mais de 200 abrigos desde o início da ofensiva

Jerusalém (EFE).- Desde o início da ofensiva na Faixa de Gaza, há mais de 20 meses, as tropas de Israel atacaram 256 centros de deslocados e refúgios, os quais abrigam mais de 700.000 pessoas que tiveram que deixar seus lares devido aos bombardeios, segundo informou nesta segunda-feira o escritório de informação do governo controlado pelo Hamas.

“Apenas durante o mês de junho, a ocupação atacou deliberadamente mais de 11 centros de deslocados”, afirmou o escritório em um comunicado, destacando que a maioria desses espaços – transformados em “alvos de bombardeio” – são escolas onde estão abrigadas famílias cujas casas foram destruídas pelos ataques israelenses.

O governo de Gaza emitiu este comunicado após Israel bombardear pelo menos cinco escolas no norte da Faixa, onde os moradores do enclave estavam se refugiando nas últimas horas.

Esses ataques causaram pelo menos oito mortes e deixaram vários feridos, segundo fontes médicas palestinas.

“Fazemos um apelo à comunidade internacional, ao Conselho de Segurança e a todos os países livres do mundo para que parem com este crime de genocídio, levantem o cerco a Gaza e contribuam para a reconstrução de instalações vitais destruídas pela ocupação”, pediu o comunicado.

Israel continua sua ofensiva em Gaza, que deixa dezenas de mortos diariamente, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta negociar um cessar-fogo com o Hamas, e o comando militar israelense planeja atingir seus objetivos de guerra no enclave palestino em um “futuro próximo”.

Nas últimas horas, o Exército israelense intensificou seus ataques no norte da Faixa, após ordenar no domingo a evacuação forçada de moradores de vários bairros da capital Cidade de Gaza e da cidade de Jabalia, ambas no norte.

Desde 7 de outubro de 2023, pelo menos 56.259 palestinos foram mortos e mais de 132.000 ficaram feridos por disparos israelenses, de acordo com dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas. EFE