Ursula von der Leyen. EFE/Arquivo/GUILLAUME HORCAJUELO

Moção de censura contra Comissão Europeia de Von der Leyen é rejeitada

Estrasburgo (EFE).- A Comissão Europeia liderada por Ursula von der Leyen sobreviveu nesta quinta-feira a uma moção de censura no Parlamento Europeu, que recebeu o apoio de 175 deputados contra a rejeição de 360, além de 18 abstenções.

A iniciativa, impulsionada pelo eurodeputado ultranacionalista romeno Gheorghe Piperea e inicialmente apoiada por quase 80 deputados do espectro da extrema-direita, ficou longe do apoio de dois terços do plenário que precisava para ser aprovada.

À espera de se conhecer definitivamente a posição individual de cada eurodeputado, os grupos popular, social-democrata e liberal haviam instruído seus membros a votar contra a moção de censura.

Também pretendiam rejeitá-la boa parte dos ecologistas e cerca de dois terços dos conservadores e reformistas europeus, notavelmente a facção italiana do partido de Giorgia Meloni.

Socialistas e liberais haviam avaliado nos últimos dias a possibilidade de se abster como protesto simbólico pela cooperação entre o PPE – família política de Von der Leyen – e os grupos da ultradireita durante este primeiro ano de legislatura, mas esse gesto não teria mudado o resultado.

Finalmente, ambos os grupos negociaram com Von der Leyen uma série de concessões, principalmente em relação ao próximo orçamento plurianual da União Europeia: os social-democratas asseguram ter conseguido garantir a sobrevivência do Fundo Social Europeu, enquanto os liberais celebram ter reforçado o vínculo entre os desembolsos de fundos europeus e o cumprimento dos valores europeus.

Por outro lado, já haviam adiantado que votariam a favor a ultradireita dos Patriotas pela Europa e da Europa de Nações Soberanas, assim como cerca de um terço dos ultraconservadores (liderados pelos poloneses do Lei e Justiça) e boa parte dos deputados não filiados a nenhum grupo.

A esquerda e parte dos ecologistas pretendiam não participar da votação como forma de protesto. EFE