Vladimir Putin. EFE/Arquivo/ALEXANDER KAZAKOV/SPUTNIK/KREMLIN POOL

Putin não comparece a velório de ministro encontrado morto após ser demitido

Moscou (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não compareceu ao velório do ministro dos Transportes, Roman Starovoit, encontrado morto na última segunda-feira, horas depois de ter sido demitido, segundo confirmou nesta quinta-feira o Kremlin.

“O presidente nem sempre comparece a essas tristes cerimônias de despedida. Vocês sabem que muitos membros do governo foram. O presidente hoje tem outra agenda de trabalho”, afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, em sua coletiva de imprensa telefônica diária.

Peskov acrescentou que os funerais “não são atividades de comparecimento obrigatório”.

“Por isso não posso dizer quem compareceu. Isso é sempre uma decisão pessoal de cada um”, destacou.

A cerimônia de despedida de Starovoit foi realizada hoje no Hospital Clínico Central de Moscou, subordinado à administração da presidência russa.

Várias centenas de pessoas compareceram ao velório, incluindo vários ministros, entre os quais se destacaram seu sucessor à frente da pasta de Transportes, Andrei Nikitin, assim como os vice-primeiros-ministros Dmitri Grigorenko, Aleksandr Novak e Marat Khusnullin, segundo o jornal russo “RBC”.

Também estiveram presentes o ministro do Desenvolvimento Digital, Maksut Shadaev; do Desenvolvimento Econômico, Maksim Reshetnikov; da Cultura, Olga Liubimova; entre outros.

Starovoit será enterrado em São Petersburgo.

A principal versão para a morte de Starovoit, ao lado de quem foi encontrada uma pistola, é suicídio, segundo as autoridades russas.

Meios de comunicação locais indicam que o ministro demitido estaria envolvido em um esquema de corrupção relacionado à construção de fortificações em Kursk, que foi invadida pela Ucrânia apenas três meses depois de ele ter sido promovido a ministro dos Transportes.

No último mês de abril, as forças de segurança detiveram por corrupção Alexei Smirnov, braço direito e sucessor de Starovoit em Kursk.

Segundo algumas fontes, Smirnov pode ter incriminado seu ex-chefe, que poderia ser condenado a até 20 anos de prisão caso fosse detido e condenado. EFE