Moscou (EFE).– O Kremlin afirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos, na realidade, nunca chegaram a suspender o fornecimento de armamento ao Exército da Ucrânia, após o anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que enviará novos mísseis Patriot a Kiev.
“Mas o fato é que os fornecimentos de armas, munição e equipamentos militares dos EUA para a Ucrânia continuavam e continuam”, disse o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, durante sua coletiva de imprensa telefônica diária.
Peskov ressaltou também que serão os membros europeus da Otan que pagarão parte do armamento de fabricação americana.
Moscou sustenta que Washington nunca chegou a suspender realmente os envios de armas, embora isso tenha sido confirmado por Kiev e seus aliados.
Trump anunciou no domingo que enviará sistemas de mísseis interceptadores Patriot à Ucrânia, mas afirmou que a União Europeia (UE) “pagará por isso”, o que será concretizado nesta segunda-feira quando receber o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
“Ainda não concordei com o número, mas eles terão alguns porque precisam de proteção, mas a União Europeia está pagando por isso. Nós não estamos pagando por nada, mas vamos enviá-los. Será um negócio para nós e enviaremos Patriots”, declarou Trump à imprensa após assistir à final do Mundial de Clubes da Fifa.
Por sua vez, Peskov considerou “muito importante” que o representante de Trump, Keith Kellogg, que chegou hoje a Kiev, “prossiga seus esforços de mediação”.
No entanto, assegurou que ainda não há acordo para a realização de uma terceira rodada de negociações diretas entre russos e ucranianos em Istambul.
“É evidente que Kiev não tem pressa. Continuamos esperando uma proposta. A parte russa está disposta a continuar (o diálogo) com a realização de uma terceira rodada”, destacou. EFE