Jerusalém (EFE).- O número total de mortos registrados na devastada Faixa de Gaza ultrapassou nesta segunda-feira a marca de 59.000, após os últimos bombardeios lançados por Israel, segundo informou em comunicado o Ministério da Saúde do enclave palestino, controlado pelo Hamas.
Somente ontem, mais de 100 pessoas foram mortas em diferentes bombardeios israelenses, que também feriram mais de mil habitantes do enclave, de acordo com as autoridades de saúde palestinas.
Dessa forma, o número total de feridos desde que Israel iniciou sua invasão contra o território, há mais de 21 meses, chega a 141.135.
Muitas dessas pessoas sofreram lesões que persistirão por toda a vida e que exigem cuidados e reabilitação de longo prazo, algo que o colapsado sistema de saúde de Gaza não consegue suportar.
Outro grande drama na Faixa são os milhares de mortos que permanecem entre os escombros e não podem ser resgatados pelas equipes de Defesa Civil, devido à falta de máquinas pesadas.
Além disso, 87,8% da área se tornou uma zona militarizada do Exército de Israel, de acordo com dados desta segunda-feira do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Por outro lado, até agora nesta segunda-feira, cerca de 30 pessoas morreram em novos ataques israelenses contra tendas, edifícios residenciais e grupos de civis que esperavam a chegada de caminhões no norte, segundo confirmaram à Agência EFE fontes de saúde. EFE