Jerusalém (EFE).- O número total de mortos na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva de Israel chegou a 60.239 – a maioria mulheres, crianças e idosos, segundo o Ministério da Saúde do enclave palestino –, enquanto o de feridos subiu para 146.894, muitos dos quais sofreram amputações e lesões permanentes devido aos estilhaços.
Israel matou 101 pessoas e feriu cerca de 625 ao longo da quarta-feira em novos ataques que atingiram a já devastada Faixa, segundo o relatório diário publicado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde, que contabiliza as mortes do dia anterior.
Esses dados, como insistem as autoridades palestinas, não incluem as milhares de pessoas que permanecem sob as toneladas de escombros causados pelos bombardeios israelenses.
A falta de maquinário pesado e o fato de grande parte do enclave ter sido declarada pelo Exército como “zona de combate”, onde os habitantes de Gaza não podem entrar, dificulta as tarefas de resgate de corpos pelas equipes de Defesa Civil.
Além disso, a contagem global de falecidos também não inclui as mortes por desnutrição, que neste mês de julho dispararam devido às duras restrições que Israel continua impondo à entrada de caminhões com ajuda.
As agências da ONU advertem que, para aliviar a fome, é necessário que entre diariamente entre 500 e 1.000 caminhões com ajuda.
Horas antes da publicação deste comunicado, fontes de hospitais locais já haviam confirmado a morte de pelo menos 86 pessoas enquanto buscavam ajuda humanitária em diferentes pontos da Faixa de Gaza.
A maioria dos mortos, 60, foi registrada pelo hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, capital do enclave, após se dirigirem ao cruzamento de Zikim, no noroeste, para tentar conseguir algo do que foi introduzido nos poucos caminhões com ajuda que estão entrando no território nestes dias.
Por outro lado, o Ministério da Saúde também atualizou hoje a contagem de mortos desde 18 de março, ou seja, quando Israel rompeu o cessar-fogo. Desde então, cerca de 9.071 pessoas morreram e mais de 34.853 ficaram feridas. EFE