Jerusalém (EFE).- O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, denuncia nesta segunda-feira a postura “totalmente desequilibrada e injusta” da ONU sobre a questão dos reféns do Hamas em Gaza, e afirma que não viu nenhuma declaração da organização internacional a respeito.
Em uma entrevista coletiva em Jerusalém com a imprensa internacional, Sa’ar lembrou que amanhã o Conselho de Segurança da ONU realizará uma reunião de emergência para tratar da questão dos reféns que permanecem na Faixa (50, 20 deles vivos), após a divulgação de imagens por grupos palestinos em que dois deles aparecem extremamente magros.
“Entrei em contato com muitos dos meus colegas, ministros de Relações Exteriores de todo o mundo, e sou grato a eles por terem publicado, de sábado até hoje, inúmeras declarações sobre o tema dos nossos reféns, de forma muito clara”, indicou Sa’ar.
O ministro agradeceu a Estados Unidos e Panamá pelo apoio à realização da reunião do Conselho de Segurança, para a qual anunciou que irá, mas criticou o órgão por sua postura no conflito entre Israel e Hamas.
Segundo Sa’ar, ele não se lembra de ter visto nenhuma declaração da ONU sobre os reféns, o que “dá uma pista sobre a postura da ONU” neste assunto, que é, acrescentou, “totalmente desequilibrada, totalmente injusta”.
Sa’ar também se referiu aos anúncios de França, Canadá e Reino Unido de reconhecer um Estado palestino em setembro e insistiu que essas medidas são “um puro prêmio ao terrorismo, um enorme presente para o Hamas”.
E sobre um possível acordo de cessar-fogo com o Hamas, cujas negociações estão congeladas, reiterou as condições de Israel para que isso ocorra: “O Hamas não pode ter um papel no futuro de Gaza, o Hamas deve ser desmilitarizado e todos os reféns devem voltar”. EFE