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Mais de 20 países pedem que Israel permita entrada de ajuda humanitária em Gaza

Bruxelas (EFE).- Mais de 20 países, incluindo vários Estados-membros da União Europeia, como Espanha, além de Reino Unido, Canadá, Austrália e Japão, pediram nesta terça-feira a Israel que autorize a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza para pôr fim à fome que assola o território palestino.

“O sofrimento humanitário em Gaza atingiu níveis inimagináveis. A fome se espalha diante dos nossos olhos. É necessária uma ação urgente para deter e reverter a fome”, afirmaram os ministros das Relações Exteriores dos 24 países signatários em comunicado conjunto divulgado pela alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.

Nela, eles destacaram que o espaço humanitário “deve ser protegido e a ajuda nunca deve ser politizada” e advertiram que os novos requisitos de registro “restritivos” introduzidos por Israel podem forçar ONGs internacionais essenciais a abandonar os Territórios Palestinos Ocupados de forma “iminente”, o que “pioraria ainda mais a situação humanitária”.

“Pedimos ao governo de Israel que autorize todos os envios de ajuda das ONGs internacionais e que desbloqueie as operações dos agentes humanitários essenciais. Devem ser tomadas medidas imediatas, permanentes e concretas para facilitar o acesso seguro e em grande escala das Nações Unidas, das ONGs internacionais e dos parceiros humanitários”, afirmaram.

Os países pediram que sejam utilizados todos os cruzamentos e rotas para possibilitar a entrada de uma grande quantidade de ajuda na Faixa de Gaza, incluindo alimentos, suprimentos nutricionais, tendas, combustível, água potável, medicamentos e equipamentos médicos.

“Não se deve empregar força letal nos pontos de distribuição e deve-se proteger os civis, o pessoal humanitário e o pessoal médico”, ressaltaram.

Além disso, enfatizaram que é necessário um cessar-fogo que possa pôr fim à guerra, que os reféns sejam libertados e que a ajuda entre na Faixa de Gaza por terra sem obstáculos, além de agradecerem Estados Unidos, Catar e Egito por seus esforços para se chegar a um cessar-fogo.

A declaração conjunta é assinada pelos ministros das Relações Exteriores de Austrália, Bélgica, Canadá, Chipre, Dinamarca, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Islândia, Irlanda, Japão, Holanda, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Portugal, Eslováquia, Eslovênia, Suécia, Suíça e Reino Unido.

Também assinaram Kallas, a comissária europeia para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, e a comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib. EFE