António Guterres. EFE/Arquivo/FRANCK ROBICHON

Guterres condena ataque israelense a hospital em Gaza que matou 5 jornalistas

Nova York (EFE).- O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou nesta segunda-feira o duplo ataque israelense contra o hospital Nasser, no sul da Faixa de Gaza, onde cerca de 20 pessoas morreram, incluindo cinco jornalistas, e pediu uma “investigação imediata e imparcial sobre esses assassinatos”.

Este “assassinato”, segundo Guterres, “ressalta os riscos extremos que o pessoal médico e os jornalistas enfrentam ao realizar seu trabalho vital em meio a este brutal conflito”.

“O secretário-geral lembra que os civis, incluindo o pessoal médico e os jornalistas, devem ser respeitados e protegidos em todo o momento”, disse o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, em sua entrevista coletiva diária.

Segundo informaram fontes do hospital Nasser e confirmado à Agência EFE pelo Ministério da Saúde de Gaza, 20 pessoas morreram nesta manhã em um ataque que consistiu em dois impactos no último andar da escada de incêndio do edifício Al Yassine, onde os repórteres, que trabalham para veículos de imprensa internacionais, costumavam filmar e fazer transmissões ao vivo.

Guterres lembrou que “o pessoal médico e os jornalistas devem ser capazes de desempenhar suas funções essenciais sem interferência, intimidação ou danos, em total conformidade com o direito internacional humanitário”.

Também fez um apelo por “um cessar-fogo imediato e permanente, acesso humanitário irrestrito em toda Gaza e a libertação imediata e incondicional de todos os reféns”.

Nas imagens do segundo ataque, divulgadas pela televisão egípcia “Al Ghad”, que o transmitiu ao vivo, é possível ver cinco pessoas subindo o último andar da escadaria, incluindo vários jornalistas e dois socorristas, que foram atingidos em cheio.

Os repórteres mortos são Hossam Al Masri (cinegrafista da agência de notícias Reuters), Mohamed Salama (cinegrafista da emissora catari Al Jazeera), Mariam Abu Daqqa (repórter da agência americana AP), Moaz Abu Taha (repórter da rede americana NBC) e Ahmed Abu Aziz (jornalista da Quds Feed Network). EFE