Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, no dia 23 de agosto. EFE/HAITHAM IMAD

Mais 11 mortes por desnutrição elevam para 300 o total de vítimas da fome em Gaza

Jerusalém (EFE).- Mais 11 pessoas morreram de desnutrição na Faixa de Gaza no domingo, elevando para 300 o total de mortos por essa causa no território palestino desde que a ofensiva de Israel começou em outubro de 2023.

De acordo com o relatório diário publicado nesta segunda-feira pelo Ministério da Saúde de Gaza, que reúne dados do dia anterior, 117 dos 300 mortos pela fome em Gaza são crianças.

Das vítimas fatais de ontem, duas são bebês: Haya, uma menina de seis meses, e Habiba, uma menina de apenas 22 dias de idade, segundo confirmou à Agência EFE Zaher al Waheidi, responsável pela contagem de mortos no ministério.

Outros seis dos mortos tinham mais de 60 anos, e o restante eram adultos com mais de 18 anos, acrescentou Al Waheidi.

A maioria das pessoas que morreram por causas relacionadas à desnutrição e à fome em Gaza perdeu a vida nos últimos dois meses, depois de um bloqueio quase total à entrada de alimentos e medicamentos no enclave por parte de Israel, que controla todos os acessos.

Nas últimas semanas, e após forte pressão internacional, Israel expandiu um pouco a entrada de alimentos em Gaza e voltou a permitir o envio de paletes com ajuda humanitária por via aérea, embora a quantidade de suprimentos que entra ainda não seja suficiente para atender às necessidades da população, de acordo com a ONU.

Mais de 60 mil pessoas morreram no enclave palestino desde o início da ofensiva israelense em outubro de 2023, em uma situação denunciada como genocídio por países como a África do Sul na Corte Internacional de Justiça (CIJ), uma classificação que também foi usada por organizações internacionais e israelenses de direitos humanos. EFE