Chanceler uruguaio destaca avanços em certificação para cumprir norma europeia

São Paulo (EFE).- O chanceler do Uruguai, Mario Lubetkin, destacou nesta quinta-feira os avanços de seu país na certificação ambiental de produtos agropecuários para cumprir com a regulamentação da União Europeia (UE) de combate ao desmatamento, que entra em vigor em dezembro.

Lubetkin apontou “passos significativos” durante sua participação virtual no III Fórum Latino-Americano de Economia Verde (FLEV), realizado pela Agência EFE em São Paulo.

Entre os avanços, o chanceler mencionou a criação de plataformas para certificar que produtos como a soja e a carne bovina não procedem de áreas desmatadas, em linha com as exigências comerciais da UE.

Nesse sentido, ele disse que era o Estado uruguaio quem assumia a responsabilidade de operar as certificações para não gerar “cargas adicionais” aos exportadores.

Lubetkin afirmou que o novo sistema garante a “transparência” aos parceiros comerciais e posiciona o Uruguai como um “fornecedor confiável para os mercados mais exigentes do mundo”.

“É possível produzir alimentos de alta qualidade de forma sustentável”, declarou, além de alertar sobre a importância de que as políticas ambientais “não comprometam” a segurança alimentar no mundo.

Segundo Lubetkin, o setor agropecuário não é “inimigo” do meio ambiente, mas pode se tornar um “aliado” quando praticado com “responsabilidade e visão de longo prazo”.

Além da produção agropecuária, ele destacou outras iniciativas do Uruguai, como a emissão dos primeiros títulos soberanos indexados a indicadores ambientais.

De olho na próxima Conferência sobre as Mudanças Climáticas da ONU (COP30), que será realizada em novembro, em Belém, Lubetkin disse que o Uruguai buscará “contribuir ativamente” para alcançar “soluções eficazes” para a crise ambiental.

O FLEV é um espaço de debate sobre transição energética e desenvolvimento sustentável que, nesta terceira edição, conta com o patrocínio de ApexBrasil, Norte Energia e Lots Group, além do apoio de Imaflora, Observatório do Clima e IBMEC. EFE