EFE/Arquivo/HAITHAM IMAD

Número de mortos por desnutrição em Gaza chega a 425 desde o início da guerra

Jerusalém (EFE).- Um total de 425 habitantes de Gaza morreram devido à desnutrição e à fome na Faixa de Gaza desde o início da guerra, informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde local, como consequência do bloqueio israelense à entrada de alimentos e ajuda humanitária.

No total, ontem foram registradas em hospitais de Gaza três mortes por esta causa, todas maiores de idade. Entre as crianças, já são 145 as que morreram desde o início da ofensiva militar, após os ataques letais do Hamas em outubro de 2023.

Entre os menores de idade há bebês de apenas alguns dias, outros com meses de vida, mas também crianças pequenas e idosos. Às vezes, segundo médicos na Faixa de Gaza, são as próprias mães que sofrem de desnutrição e não conseguem amamentar seus recém-nascidos.

Desde que a Classificação Integrada da Fase de Segurança Alimentar (IPC, na sigla em inglês) declarou a existência de fome generalizada na Cidade de Gaza e em áreas vizinhas, em 22 de agosto, foram registradas 147 mortes, incluindo 30 crianças.

O relatório publicado pela IPC indica que um total de 1,6 milhão de habitantes de Gaza sofre de fome, entre eles um terço (mais de meio milhão) de forma crítica, por sofrer de privação extrema de alimentos, enquanto o resto da população está em situação de “crise alimentar”.

Israel não permite a entrada em massa de ajuda humanitária através de caminhões da ONU há mais de seis meses – alegando sem provas que o Hamas se beneficia desses suprimentos -, e implementou um sistema de distribuição de alimentos através de complexos militarizados, a maioria no sul do enclave, forçando a população a se deslocar até eles.

Quase diariamente, as tropas israelenses abriram fogo perto desses pontos para dispersar as milhares de pessoas que iam em busca de comida. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 2,5 mil palestinos foram mortos em seus arredores ou perto dos postos de controle militares por onde passam os poucos caminhões que Israel permite entrar. EFE