Jerusalém (EFE).- O grupo islâmico palestino Hamas classificou, nesta terça-feira, como “limpeza étnica” o avanço das tropas de Israel na cidade de Gaza e advertiu que a operação só agravará a catástrofe humanitária na Faixa de Gaza.
“A operação militar em grande escala na cidade não é mais do que um novo capítulo na guerra sistemática de genocídio e limpeza étnica contra nosso povo em Gaza”, afirmou o grupo em um comunicado.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) confirmaram nesta terça-feira que já há tropas terrestres dentro da cidade após semanas de intensos bombardeios contra prédios residenciais, onde se estima que ainda estejam entre 2 mil e 3 mil combatentes do Hamas.
A ofensiva coincide com o relatório divulgado hoje por uma Comissão Internacional Independente de Investigação das Nações Unidas que considera a situação na Faixa de Gaza como genocídio.
O relatório aponta que as forças israelenses cometeram quatro dos cinco atos tipificados como genocídio: assassinatos, danos físicos ou mentais graves, condições de vida destinadas a destruir o grupo e imposição de medidas para impedir nascimentos.
O Hamas acusou Israel de violar todas as normas e leis internacionais e responsabilizou os Estados Unidos como “principal parceiro no genocídio e na limpeza étnica que estão ocorrendo na Faixa”.
O grupo islâmico pediu à comunidade internacional que adote medidas “responsáveis e decisivas” para frear a guerra, suspender o cerco e deter os “planos expansionistas” do governo de Benjamin Netanyahu, que classificou como “fascista”. EFE