Donald Trump. EFE/Arquivo/JIM LO SCALZO

Trump processa “The New York Times” por difamação e pede US$ 15 bilhões

Redação Central (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira um processo por difamação contra o “The New York Times”, no qual pede US$ 15 bilhões ao jornal, o qual descreveu como “um dos piores e mais degenerados” da história do país.

“O ‘The New York Times’ foi autorizado a mentir e me difamar livremente por muito tempo e isso acaba, AGORA!”, afirmou Trump em uma publicação em sua rede social própria, a Truth Social.

O processo por difamação e calúnia contra o prestigioso jornal será apresentado no estado da Flórida, detalhou o presidente republicano.

Trump acusa o jornal de ter se tornado um “porta-voz do Partido Democrata de Esquerda Radical” e alega que seu apoio à candidata democrata, Kamala Harris, nas últimas eleições foi “a maior contribuição ilegal para uma campanha eleitoral da história”.

O presidente já havia processado o “The New York” Times anteriormente por artigos sobre suas finanças e impostos que o jornal publicou em 2018, baseados em parte em documentos confidenciais.

Trump exigiu em seu primeiro processo o pagamento de US$ 100 milhões em danos, mas um juiz rejeitou o caso e decidiu que o presidente deveria pagar cerca de US$ 400 mil ao jornal e a três de seus repórteres pelos custos legais em que incorreram durante o processo.

Em sua publicação na Truth Social, Trump também relembra seus processos “bem-sucedidos” contra algumas redes de televisão de “notícias falsas”.

Entre outros casos recentes, Trump processou as redes de televisão “ABC News” e “CBS” e depois chegou a acordos extrajudiciais em que as emissoras concordaram em pagar somas milionárias que seriam destinadas à sua futura biblioteca presidencial.

Em julho, Trump entrou com um processo contra o “The Wall Street Journal”, a News Corp – conglomerado que engloba o jornal -, o proprietário deste, Rupert Murdoch, e dois redatores por atribuírem a ele uma carta enviada ao financista Jeffrey Epstein, que morreu em 2019 e foi acusado de tráfico sexual de menores. EFE