Israel Katz. EFE/Arquivo/ABIR SULTAN

Israel ameaça com violência sem precedentes em Gaza se não recuperar reféns

erusalém, 6 mar (EFE).- O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, voltou a ameaçar o Hamas nesta quinta-feira com a mobilização de uma força nunca antes vista na Faixa de Gaza se seu país for “forçado a combater novamente”, em um discurso realizado durante uma cerimônia em homenagem aos mortos das Forças Armadas, em Jerusalém.

“Continuamos trabalhando para atingir esse objetivo (de recuperar os 59 reféns que ainda estão em Gaza) enquanto enviamos uma mensagem inequívoca: se formos forçados a combater novamente, o inimigo enfrentará o Exército com forças nunca antes vistas”, disse Katz no evento, de acordo com um discurso divulgado pelo Ministério da Defesa.

“Uma coisa é inquestionável: esta luta terminará com duas conquistas claras: a libertação de todos os nossos reféns e a derrota do Hamas”, acrescentou Katz.

Das 251 pessoas sequestradas no ataque das milícias de Gaza em 7 de outubro de 2023, 59 permanecem em Gaza e sua libertação depende do futuro do cessar-fogo.

As declarações do ministro, que já havia se expressado com termos semelhantes em outras ocasiões, ocorrem em um momento em que o Hamas e Israel permanecem estagnados ​​nas negociações para a continuação da trégua na Faixa de Gaza.

A primeira fase terminou em 1º de março e, como as negociações para a segunda fase estavam paralisadas, apesar de terem começado em 3 de fevereiro, a trégua agora está em terra de ninguém, com ambos os lados exigindo sua continuação de maneiras diferentes.

Israel defende que a primeira fase seja estendida (o que lhe permitiria manter sua presença militar em Gaza) por pelo menos mais 50 dias, apoiando uma proposta do enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, Steve Witkoff.

O Hamas rejeita essa possibilidade, exigindo que a segunda fase da trégua seja implementada, conforme estipulado no acordo de cessar-fogo original, que envolve uma cessação sustentável da guerra e a retirada de Israel do enclave. EFE