Pequim (EFE).- A China confirmou, nesta quarta-feira, que seu presidente, Xi Jinping, não comparecerá à cúpula do Brics, que será realizada no Rio de Janeiro nos próximos dias 6 e 7, e que o país será representado pelo primeiro-ministro, Li Qiang.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, anunciou em entrevista coletiva que Li viajará ao Brasil e afirmou que, para a China, o bloco é “a principal plataforma de solidariedade e cooperação entre os países com economias emergentes”.
Mao não ofereceu nenhuma explicação sobre a ausência de Xi, que chama a atenção por ser a primeira vez que o mandatário não participa de forma presencial ou virtual de um encontro do bloco desde que chegou ao poder em 2013.
De acordo com fontes citadas pelo jornal local “South China Morning Post”, Pequim teria comunicado ao governo federal que a ausência do presidente se deve a um conflito de agenda, mas no entanto, Xi não tem nenhuma viagem programada oficialmente para essas datas, e também não há visitas oficiais de representantes estrangeiros anunciadas.
A ausência do líder chinês soma-se à do presidente russo, Vladimir Putin, que não comparecerá à reunião devido a um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por crimes cometidos durante a guerra na Ucrânia, e estará representado pelo chanceler, Sergey Lavrov.
A China, juntamente com Brasil, Rússia e Índia, é um dos membros fundadores do grupo, ao qual mais tarde se juntaram África do Sul e, nos últimos anos, Etiópia, Egito, Irã, Emirados Árabes Unidos e Indonésia.
A cúpula do Brics ocorre em um momento de possível expansão do grupo na Ásia, com países como Tailândia e Vietnã manifestando interesse em se juntar ao bloco, formado inicialmente como uma aliança de caráter econômico, e que busca ser uma alavanca política frente aos EUA e aos atores políticos de seu entorno. EFE