Berlim (EFE).- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, reiterou nesta terça-feira em várias conversas com chefes de Estado e de governo estrangeiros que não devem ser tomadas decisões sobre a guerra sem a participação de Ucrânia e União Europeia, antes da reunião dos mandatários de Estados Unidos e Rússia na próxima sexta-feira, no Alasca.
“Um resultado genuíno, real e justo só pode ser obtido com a participação de Ucrânia e Europa. Os Estados europeus estão entre os (países) líderes no apoio à Ucrânia neste momento e estão prontos para participar da reconstrução de nosso país ao término da guerra”, escreveu ele na rede social X, ao informar sobre uma conversa por telefone com o primeiro-ministro holandês, Dick Schoof.
Em uma mensagem sobre uma ligação com o presidente romeno, Nicușor Dan, Zelensky agradeceu o apoio que 26 países da UE – todos, com exceção da Hungria – proporcionaram a Kiev em uma declaração conjunta na qual exigiram um cessar-fogo como pré-requisito para as negociações de paz.
“Neste momento, tudo está definido pela determinação do presidente (Donald) Trump e pela unidade da Europa. Se a Rússia não está disposta a parar de matar, então deve haver sanções a sua economia que a obriguem a fazê-lo”, afirmou o presidente ucraniano.
Zelensky também falou hoje com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, como parte dos esforços diplomáticos que Kiev está empregando para não ser excluída por completo do encontro no Alasca.
“Uma imitação da paz em vez de uma paz genuína não durará muito tempo e não fará mais do que encorajar a Rússia a conquistar ainda mais territórios”, escreveu o mandatário no X, reiterando sua disposição de participar em qualquer tipo de formato ou de encontro que tenha como objetivo a paz.
Amanhã, Zelensky participará de contatos virtuais organizados pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, nos quais líderes de países e instituições europeias, o secretário-geral da OTAN e o próprio presidente Trump, para discutir a iminente reunião no Alasca. EFE