Rafah (EFE).- O número de mortos pela ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza ultrapassa 19,4 mil e mais de 52,2 mil pessoas ficaram feridas, informou nesta segunda-feira o Ministério da Saúde da Faixa palestina.
O porta-voz do órgão, Ashraf Al Qudra, disse que, após 73 dias da ofensiva israelense, ao menos 19.453 pessoas foram mortas e 52.286 ficaram feridas.
“O número de mortos pode ser maior porque muitos corpos ainda estão sob os escombros ou nas estradas”, declarou Qudra.
O Ministério, controlado pelo grupo islâmico Hamas, afirmou que as forças israelenses cometeram 16 massacres no território palestino nas últimas horas.
“Um ataque de seis horas ao hospital Al Shifa, na Cidade de Gaza, matou 28 pessoas e feriu dezenas de outras. Já o hospital Nasser, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, foi bombardeado e uma menina que estava internada foi morta”, disse o porta-voz.
“Centenas de milhares de feridos, mulheres grávidas, crianças e pacientes crônicos no norte de Gaza estão sem serviços de saúde”, acrescentou.
“A situação nos hospitais do sul de Gaza é igualmente catastrófica devido à falta de recursos humanos e materiais, com salas de cirurgia superlotadas, incapazes de lidar com o grande número de feridos graves”, declarou.
O porta-voz afirmou que as tropas israelenses estão detendo 93 profissionais de saúde no enclave, incluindo os diretores de vários hospitais que, segundo ele, “estão sendo mantidos em condições desumanas e interrogados sob tortura”.
Ao menos 310 profissionais de saúde na Faixa de Gaza foram mortos pela ofensiva israelense e 22 hospitais e 52 centros de saúde tiveram que ser evacuados, de acordo com os números do Ministério.
“Precisamos urgentemente levar 5 mil feridos para tratamento no exterior antes que seja tarde demais”, finalizou Qudra. EFE