Washington (EFE) – O Google disse nesta quinta-feira que demitiu 28 funcionários que invadiram o escritório do presidente da empresa, Thomas Kurian, para demonstrar sua rejeição ao que chamaram de “genocídio” na Faixa de Gaza e a um contrato que o gigante da tecnologia tem com o governo de Israel.
As manifestações ocorreram na semana passada e incluíram protestos nos escritórios do Google em Nova York e Sunnyvale, na Califórnia, organizados por um grupo chamado ‘No Tech For Apartheid’.
Uma mensagem dos organizadores na rede social X (ex-Twitter) afirmou que os manifestantes “se recusam a deixar (os escritórios) até que o Google pare de colaborar com o genocídio em Gaza”.
Um porta-voz do Google – citado, mas não identificado pela emissora “CNN” – declarou que “um pequeno número de funcionários entrou em alguns escritórios, impedindo fisicamente o trabalho de outros funcionários e o acesso aos nossos escritórios”.
“Até o momento, concluímos as investigações individuais que resultaram na demissão de 28 empregados e continuaremos a investigar e a tomar as medidas necessárias”, acrescentou o porta-voz.
De acordo com os organizadores do protesto, as empresas Google e Amazon têm um contrato de US$ 1,2 bilhão, chamado de “Projeto Nimbus”, para fornecer serviços de computação em nuvem ao governo e às Forças Armadas israelenses. EFE