Turnberry (EFE). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recomendou nesta segunda-feira aos países europeus que “se mobilizem” em matéria migratória para não “arruinar” o continente.
Trump se pronunciou assim diante do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, que compareceu a um encontro no complexo de golfe do presidente americano em Turnberry, na Escócia.
“Eles têm que se mobilizar. Se não o fizerem, a Europa deixará de ser o que é, e isso não pode acontecer. Esta é uma parte magnífica do mundo, e não se pode arruiná-la”, disse Trump à imprensa na entrada do complexo, onde terá um encontro bilateral com o governante britânico, que compareceu junto com sua esposa Victoria.
O presidente americano ressaltou que “não se pode permitir que as pessoas entrem aqui ilegalmente” porque “haverá assassinos, traficantes de drogas e todo tipo de coisas que outros países não querem”.
“Eles os enviam para vocês, e os enviam para nós. Vocês têm que detê-los”, afirmou, acrescentando que a Europa “é um lugar muito diferente do que era há cinco ou dez anos”.
Trump, que lembrou que sua mãe nasceu na Escócia, disse que esta região é “um lugar incrível, precioso”, e elogiou a “firme postura em matéria de imigração” do Reino Unido, que recentemente assinou um acordo de retorno com a França para imigrantes que chegam à ilha através do Canal da Mancha em pequenas embarcações.
Starmer teve que explicar brevemente a estratégia franco-britânica a Trump ao ser questionado pela imprensa presente sobre essas medidas, que, segundo reconheceu, desconhecia.
“Não sei nada sobre os barcos, mas sei que os barcos estão cheios de gente ruim, geralmente estão. Porque outros países não enviam seus melhores, enviam as pessoas que não querem. Não são pessoas estúpidas, e enviam as pessoas que não querem”, sustentou Trump.
“Se eles estão detendo a imigração e as pessoas erradas, tiro o chapéu”, completou.
Ao chegar à Escócia na última sexta-feira, Trump já havia comentado que a imigração ilegal é “uma invasão que está matando a Europa”, e vangloriou-se de que, no mês passado, nenhuma pessoa entrou ilegalmente nos Estados Unidos. EFE