Jerusalém (EFE).- O governo da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, denunciou nesta quinta-feira a morte de mais de 100 professores universitários, cientistas, acadêmicos e pesquisadores pelos ataques de Israel ao longo dos mais de sete meses de guerra no enclave.
“Apelamos a todas as universidades e setores educacionais em todos os países do mundo para que condenem esse crime histórico”, afirmou o gabinete de imprensa do governo do Hamas em comunicado, listando os nomes de 104 mortos, incluindo o presidente da Universidade Islâmica de Gaza, Sufyan Tayeh, e o reitor da Faculdade de Engenharia da Universidade da Palestina, Ahmed Abu Absa, no sul da Cidade de Gaza.
O Hamas descreveu a ofensiva de guerra de Israel como “genocídio contra todo o sistema educacional” na Faixa de Gaza e culpou o governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
“A ocupação destruiu completamente mais de 103 universidades e escolas, além de destruir parcialmente 311 outros estabelecimentos educacionais”, denunciou o texto.
Em 6 de novembro, o Ministério da Educação palestino foi forçado a suspender o ano letivo devido à intensidade dos ataques israelenses, deixando cerca de 625.000 estudantes sem educação, de acordo com números da Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), e mais de 6.400 estudantes mortos.
Em mais de sete meses de guerra, o número total de mortos já chegou a 35.272 habitantes da Faixa de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde, dos quais cerca de 15.000 são crianças, informou o Crescente Vermelho Palestino nesta quinta-feira. EFE