Jerusalém (EFE).- O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, advertiu que a operação militar na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, “vai se intensificar” com o envio de mais tropas com o objetivo de “desgastar” o Hamas, onde permanecem ao menos quatro batalhões.
“Esta operação continuará com forças adicionais que ingressaram. Nossas forças destruíram vários túneis na zona e mais serão destruídos em breve”, disse o ministro na quarta-feira após visitar o quartel-general da 162ª Divisão do Exército que opera na fronteira de Gaza, perto de Rafah.
Da mesma forma, Gallant indicou que garantiu, em declarações que só foram reveladas nesta quinta, que graças à ofensiva israelense a organização islâmica está cada vez mais enfraquecida e com menos capacidade de “regenerar”.
“O Hamas não tem suprimentos, munições, nem capacidade para fabricar armas, nem para tratar adequadamente os terroristas feridos, e isso significa que o estamos desgastá-lo”, afirmou o ministro.
O jornal israelense “The Times of Israel” sustenta que o Exército está aguardando que o governo liderado pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, aprove a expansão da ofensiva em Rafah, como tem feito até agora por etapas.
Ao menos 450 mil habitantes de Gaza já fugiram da cidade fronteiriça com o Egito após a chegada das tropas israelenses, que se tornou seu último refúgio, apesar dos pedidos de organizações de direitos humanos para não lançar esta operação.
E embora Gallant seja firme na manutenção desta ofensiva, ontem pediu a Netanyahu que encontrasse uma alternativa palestina ao Hamas para governar na Faixa de Gaza que não envolvesse o Exército ou as autoridades israelenses.
O ministro garantiu que desde outubro do ano passado tenta fazer com que as autoridades israelenses abordem a necessidade de encontrar uma “alternativa não hostil de governo local e palestino” para o devastado enclave.
Gallant deixou claro que só haverá um “dia depois” do Hamas em Gaza com um governo palestino acompanhado por atores internacionais, já que se Israel decidir estabelecer um governo militar em Gaza, este se tornará “o principal esforço militar e de segurança” do país nos próximos anos, à custa de negligenciar outras frentes. EFE