Jerusalém (EFE). O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta segunda-feira que Israel não cessará sua ofensiva na Faixa de Gaza até cumprir seus dois principais objetivos: a eliminação do Hamas e o retorno dos reféns que permanecem em poder do grupo islâmico no enclave palestino.
“Temos uma tarefa a ser completada: a eliminação do Hamas e o retorno de nossos reféns. Não desistiremos nem por um instante. São dois objetivos interrelacionados”, afirmou o premiê durante uma visita à sede do Diretório de Inteligência Militar, o principal órgão de inteligência das Forças de Defesa de Israel (FDI).
Netanyahu assegurou não ter “nenhuma dúvida” de que ambos os objetivos são alcançáveis e vinculou sua convicção ao precedente do confronto com o Irã em junho: “Foi uma conquista enorme de proporções históricas”, sustentou.
“Esta combinação entre o político… e os escalões militares, e depois a combinação entre inteligência, força aérea e outros ramos. Essa combinação deu o resultado”, ressaltou.
As declarações do chefe de governo ocorrem no mesmo dia em que duas organizações israelenses, B’Tselem e Médicos pelos Direitos Humanos-Israel (PHRI), acusaram o governo israelense de estar cometendo um genocídio em Gaza, marcando a primeira vez que ONGs locais utilizam esse termo para qualificar a ofensiva israelense.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, quase 60.000 palestinos morreram e dezenas de milhares ficaram feridos desde o início da operação militar israelense, após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. EFE