Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta terça-feira a pressão sobre o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Jerome Powell, para que reduza as taxas de juros e garantiu que sua política tarifária não gerou um aumento na inflação.
“Jerome ‘o Lento’ Powell deve reduzir a taxa AGORA. (…) O dano que ele causou por sempre agir tarde demais é incalculável. Felizmente, a economia é tão boa que passamos por cima de Powell e da complacente Junta (do Fed)”, escreveu o presidente americano em sua rede social própria, a Truth Social.
Trump voltou a atacar Powell após a divulgação dos novos números da inflação, que se manteve estável em julho em 2,7% na comparação anual, embora o dado subjacente – acompanhado de perto pelo Fed – tenha subido para 3,1%, em linha com a tendência de alta prevista por analistas, em um possível indício dos efeitos das tarifas impostas pelo republicano.
Em outra mensagem, Trump afirmou que esses dados demonstram que sua política tarifária “não causou nenhum problema para os Estados Unidos”, mas sim gerou a entrada de “enormes quantidades de dinheiro” para o país.
O presidente americano também reiterou suas denúncias contra Powell por conta das obras de renovação da sede do Fed em Washington, com um custo excedente de cerca de US$ 700 milhões, que os republicanos usam para criticar sua má gestão à frente do órgão.
“Estou considerando permitir que um grande processo seja aberto contra Powell devido ao trabalho horrível e extremamente incompetente que ele fez ao gerenciar a construção dos edifícios do Fed. US$ 3 bilhões para um trabalho que deveria ter sido uma reforma de US$ 50 milhões! Nada bom!”, completou.
Trump aumentou a pressão sobre o Fed e Powell com mensagens quase diárias nas últimas semanas para exigir uma redução das taxas de juros, que o banco central mantém em uma faixa de 4,25% a 4,5% desde a última baixa em dezembro de 2024.
Por sua vez, Powell defende a cautela que mantêm ao decidir sobre as taxas devido ao fato de a inflação nos EUA continuar persistente e ainda não se estabilizar em torno da meta de 2%.
O órgão, que anunciou que espera “uma ou duas baixas” até o final do ano, voltará a se reunir nos próximos dias 16 e 17 de setembro. EFE