Jerusalém (EFE).- O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza registrou três novas mortes por desnutrição, incluindo a de uma criança, elevando para 150 o total de mortos desde que um relatório endossado pela ONU declarou no dia 22 de agosto que existe fome no norte do enclave palestino.
Segundo o relatório diário do Ministério da Saúde, publicado nesta terça-feira e que se refere aos mortos registrados na segunda-feira, desde o início da ofensiva israelense em Gaza em outubro de 2023, 428 pessoas já morreram de fome, incluindo 146 crianças.
Desse total, 150 pessoas, entre elas 31 crianças, morreram de desnutrição na Faixa de Gaza desde que, em 22 de agosto, a fome no norte foi declarada pelo sistema internacional independente sobre segurança alimentar mais reconhecido, que conta com o apoio das Nações Unidas e é conhecido como Classificação Integrada da Segurança Alimentar (IPC).
O relatório publicado pelo IPC em agosto indica que um total de 1,6 milhão de habitantes de Gaza sofrem de fome, incluindo um terço (mais de meio milhão) em estado crítico, por sofrer de privação extrema de alimentos, enquanto o restante da população se encontra em situação de “crise alimentar”.
Israel não permite a entrada massiva de ajuda humanitária por meio de caminhões da ONU há mais de seis meses – alegando sem provas que o Hamas se beneficia desses suprimentos – e implementou no final de maio um sistema de distribuição de alimentos por meio de complexos militarizados, a maioria no sul do enclave, forçando a população a se deslocar até eles. EFE